terça-feira, 25 de junho de 2013

Crescimento Populacional na EUROPA

O crescimento populacional na maioria dos países europeus deve-se "quase exclusivamente à imigração" disse hoje a presidente do Instituto de Política Familiar da Rede Europeia, lembrando que o aumento da natalidade nos Estados Unidos é "doze vezes maior ao europeu".
"O crescimento da população europeia deve-se quase exclusivamente à imigração, que se converteu na base do crescimento populacional em quase todos os países europeus", disse à agência Lusa Lola Velarde, que hoje à noite participa no I Congresso de Maternidade, que decorre até sábado, em Lisboa. 

Também em Portugal, a imigração permitiu uma "melhoria nos índices da taxa de natalidade", sublinhou a especialista, tendo-se registado "efectivamente um aumento do número de nascimentos entre 1997 e 2006, juntamente com outros países". 

Segundo a investigadora da Universidade de Madrid, "84 por cento do crescimento populacional na União Europeia (UE) a 27 no período 2000-2007 deveu-se à imigração" e não ao crescimento da natalidade (crescimento natural), que se tem "mantido estancado", nomeadamente entre 1994-2007, com "um crescimento de apenas 320 mil pessoas por ano".

Só dois países têm crescimento natural superior à imigrição

"De facto, o crescimento natural nos Estados Unidos da América (EUA) é doze vezes maior que o da União Europeia a 27", frisou a responsável do Instituto de Política Familiar da Rede Europeia, uma organização civil com estatuto consultivo do Conselho Económico e Social das Nações Unidas. 

Lola Velarde adiantou que a população imigrante na Europa passou de "14,4 milhões em 1996 para mais de 27 milhões em 2006, com um crescimento de 89 por cento". 

França e Holanda são os únicos países da UE a 27, segundo a investigadora espanhola, que têm um "crescimento natural realmente superior a imigração que recebem". 

"Isto, tendo em conta que a França é o terceiro país da UE em número de imigrantes (3,5 milhões em 2007), apenas superado pela Espanha (4,6 milhões) e pela Alemanha (7,2 milhões)", precisou.

O número total de partos em Portugal em 2008 foi de 105.437, superior ao de 2007, que teve um total de 102.492, segundo os dados do INE. Lola Velarde participa hoje no debate "Maternidade, um valor social II", no âmbito do I Congresso de Maternidade, que decorre até sábado em Lisboa e onde vários especialistas nacionais e internacionais abordam as diversas dimensões da maternidade e da paternidade.

Crescimento Populacional no BRASIL


Crescimento Populacional no BRASIL


Em razão do constante aumento populacional ocorrido no Brasil, principalmente a partir da década de 1960, intensificando-se nas últimas décadas, o país ocupa hoje a quinta posição dos países mais populosos do planeta, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. De acordo com dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira atingiu a marca de 190.755.799 habitantes.

O crescimento populacional de um determinado território ocorre através de dois fatores: a migração e o crescimento vegetativo, esse último é a relação entre as taxas de natalidade e as de mortalidade. Quando a taxa de natalidade é maior que a de mortalidade, tem-se um crescimento vegetativo positivo; caso contrário, o crescimento é negativo; e quando as duas taxas são equivalentes, o crescimento vegetativo é nulo.

No Brasil, o crescimento vegetativo é o principal responsável pelo aumento populacional, já que os fluxos migratórios ocorreram de forma mais intensa entre 1800 e 1950. Nesse período, a população brasileira totalizava 51.944,397 habitantes, bem longe dos atuais 190.755.799.

 

Tabela obtida a partir de informações do IBGE.
Nos últimos 50 anos houve uma explosão demográfica no território brasileiro, o país teve um aumento de aproximadamente 130 milhões de pessoas. No curto período de 1991 a 2005, a população brasileira teve um crescimento próximo a 38 milhões de indivíduos. No entanto, acompanhando uma tendência mundial, o crescimento demográfico brasileiro vem sofrendo reduções nos últimos anos. A população continuará aumentando, porém as porcentagens de crescimento estão despencando.

A urbanização, a queda da fecundidade da mulher, o planejamento familiar, a utilização de métodos de prevenção à gravidez, a mudança ideológica da população, são todos fatores que contribuem para a redução do crescimento populacional.

Nos anos de 1960, as mulheres brasileiras tinham uma média de 6,3 filhos, atualmente essa média é de 2,3 filhos, que está abaixo da média mundial, que é de 2,6.

Conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), em 2050 a população brasileira será de aproximadamente 259,8 milhões de pessoas, nesse mesmo ano a taxa de crescimento vegetativo será de 0,24, bem diferente da década de 1950, que apresentou taxa de crescimento vegetativo positivo de 2,40%.

Apesar dessa queda brusca no crescimento vegetativo, a população brasileira não irá reduzir rapidamente, pois a expectativa de vida está aumentando, em virtude do desenvolvimento de novas tecnologias medicinais, além de cuidados e preocupação com a saúde, o que não ocorria com tanta frequência nas décadas anteriores. Ocorrerá sim, o envelhecimento da população.