segunda-feira, 30 de junho de 2014

Forum America Latina

Realize seu trabalho aqui!
Forum America Latina Agora disponivel em nosso blog venha e faça parte desta comunidade 


América Latina (em espanholAmérica Latina ou Latinoamérica; em francêsAmérique Latine) é uma região do continente americanoque engloba os países onde são faladas, primordialmente, línguas românicas (derivadas do latim) — no caso, o espanhol, o portuguêse o francês — visto que, historicamente, a região foi maioritariamente dominada pelos impérios coloniais europeusEspanhol e Português.1 A América Latina tem uma área de cerca de 21 069 501 quilômetros quadrados, o equivalente a cerca de 3,9% da superfície da Terra (ou 14,1% de sua superfície terrestre).2 Em 2008, a sua população foi estimada em mais de 569 milhões de pessoas.2 Os países do restante do continente americano tiveram uma colonização majoritariamente realizada por povos europeus de cultura anglo-saxônica ou neerlandesa (ver América Anglo-Saxônica).3 Vale ressaltar algumas exceções, como Québec, que não é um país independente, mas uma província de maioriafrancófona que pertence ao Canadá;4 o estado da Luisiana, que também foi colonizado por franceses, mas pertence aos Estados Unidos5 e os estados do sudoeste estadunidense, que tiveramcolonização espanhola.6
A América Latina compreende a quase totalidade das Américas doSul e Central: as exceções são os países sul-americanos da Guianae do Suriname e a nação centro-americana de Belize, que são países de línguas germânicas. Também engloba alguns países daAmérica Central Insular (países compostos de ilhas e arquipélagosbanhados pelo Mar do Caribe), como CubaHaiti e República Dominicana. Da América do Norte, apenas o México é considerado como parte da América Latina.7 A região engloba 20 países:ArgentinaBolíviaBrasilChileColômbiaCosta RicaCuba,EquadorEl SalvadorGuatemalaHaitiHondurasMéxico,NicaráguaPanamáParaguaiPeruRepública DominicanaUruguaiVenezuela.8
A expressão "América Latina" foi utilizada pela primeira vez em 1856 pelo filósofo chileno Francisco Bilbao9 e, no mesmo ano, pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo;10 e aproveitada pelo imperador francês Napoleão III durante sua invasão francesa no México como forma de incluir a França — e excluir os anglo-saxões — entre os países com influência na América, citando também a Indochina como área de expansão da França na segunda metade do século XIX.11 Deve-se também observar que na mesma época foi criado o conceito de Europa Latina, que englobaria as regiões de predomínio de línguas românicas.12 Pesquisas sobre a origem da expressão conduzem, ainda, aMichel Chevalier, que mencionou o termo "América Latina" em 1836, durante missão diplomática feita aos Estados Unidos e ao México.13 Nos Estados Unidos, o termo não foi usado até o final do século XIX tonando-se comum para designar a região ao sul daquele país já no início do século XX. 14 Ao final da Segunda Guerra Mundial, a criação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe consolidou o uso da expressão como sinônimo dos países menos desenvolvidos dos continentes americanos, e tem, em consequência, um significado mais próximo da economia e dos assuntos sociais.14
Convém observar que a Organização das Nações Unidas reconhece a existência de dois continentesAmérica do Sul eAmérica do Norte, sendo que esta última se subdivide em Caribe, América Central e América do Norte propriamente dita, englobando México, Estados Unidos e Canadá, além das ilhas de Saint Pierre et MiquelonBermudas e a Groenlândia.14As antigas colônias neerlandesas (e, atualmente, países independentes) CuraçaoAruba e São Martinho não são habitualmente consideradas partes da América Latina, embora a sua língua mais falada seja o Papiamento, linguagem de influência ibérica (embora não considerada latina).14

Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_Latina

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Culturas Mundiais / Chile

Chile

DADOS PRINCIPAIS
ÁREA: 756.626 km²
CAPITALSantiago do Chile
POPULAÇÃO: 17,09 milhões (estimativa 2010)
MOEDA: peso chileno
NOME OFICIAL 
: República do Chile ( República de Chile) 
NACIONALIDADE: chilena
DATA NACIONAL: 18 de setembro (Dia da Independência do Chile). 
GOVERNO: República Presidencialista
PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Sebastián Piñera
DIVISÃO ADMINISTRATIVA: 14 regiões e uma área metropolitana
HINO DO CHILE
 Brasão de Armas do Chile

GEOGRAFIA DO CHILE:
LOCALIZAÇÃOsudoeste da América do Sul
FUSO HORÁRIO:  - 1 hora em relação à Brasília
CLIMA DO CHILE
 : de montanha (interior), árido tropical (litoral N), mediterrâneo (litoral centro), temperado oceânico (litoral S).
RIOS PRINCIPAIS: Rios Loa, Elqui e Aconcágua.

CIDADES DO CHILE (PRINCIPAIS)
Santiago do Chile, Concepción, Puente Alto, Viña del MarValparaíso, Talcahuano, Antofagasta
COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO:
 europeus ibéricos e eurameríndios 95%, ameríndios 3% (arauncãs e aimarás), outros 2%.
IDIOMAS: espanhol (oficial)
RELIGIÃOcristianismo 87,5%, agnosticismo 7,7%, ateísmo 2,4%, outras 2,4%.
DENSIDADE DEMOGRÁFICA22,58 hab./km2 (estimativa 20010)
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO1,4% ao ano (1995 a 2000)
TAXA DE ANALFABETISMO:  3,5% (em 2007).

RENDA PER CAPITA:  US$ 18.400 (estimativa 2012)
IDH: 0,819 (Pnud 2012) - desenvolvimento humano muito alto
ECONOMIA DO CHILE :
Produtos Agrícolas:
 trigo, aveia, cevada, milho, feijão, beterraba, alho, uva, semente de colza, semente de girassol
Pecuáriabovinos, suínos, ovinos, aves
Mineraçãomanganês, chumbo, carvão.
Indústria
alimentícia e metalúrgica.
PIB
US$ 319,4 bilhões (estimativa 2012)
RELAÇÕES EXTERIORES:
Aliança do Pacífico, APEC, Banco Mundial, FMI, Mercosul (membro associado), Gurpo do Rio, OEA, OMC, ONU.


Consulado do Chile em São Paulo:
Avenida Paulista 1009 - 10º andar
tel. (0xx11) 3284-2044 /2185 /2148
fax : (0xx11) 3284-2097
Embaixada do ChileSES - Av. Das Nações, Q.803, Lote 11- Brasília, DF.
Tel. (061) 2103-5151, fax (061) 3322-0714
Site: http://chileabroad.gov.cl/brasil/

Culturas Mundiais / Canadá

O Canadá possui dois idiomas oficiais: o inglês e o francês
A Canadá tem como uma de suas características principais a  diversidade de raças e culturas. O governo canadense adotou oficialmente a política de multiculturalismo em 1971. Desde então, o país passou oficialmente a ser considerado Multicultural, onde todas as culturas são consideradas igualmente importantes, e por consequência, valorizadas por igual.
Língua
O Canadá possui dois idiomas oficiais: o inglês e o francês. Ambos são usados no Parlamento do Canadá. Em 7 de julho de 1969, o Canadá a tornar-se uma nação bilíngue com a adoção do francês como segunda língua oficial. Cerca de 80% dos canadenses que falam francês vivem na Província de Quebec.
Religião
A maior parte dos canadenses é cristã, sendo desses 43% católicos romanos e 38% protestantes. A fatia restante divide-se entre canadenses que possuem outra religião (como o islamismo, por exemplo) e aqueles que não possuem religião.

Culturas Mundiais / Mexico


 Dia dos mortos é Festa no México 

Além de um dia de lembranças e saudade, o dia de Finados pode ser também um dia de festa, pelo menos em outros países, onde o 02 de novembro é celebrado com música, fantasias, apresentações teatrais, caveiras bem simpáticas e muita alegria.
O Día de Muertos (Dia dos Mortos) mais conhecido, é o mexicano e por ali a comemoração começou antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Por lá e em alguns países da América Central e em comunidades dos EUA (onde há grande concentração de população com origem mexicana ou centro-americana) a festa acontece nos dias 01 e 02 de novembro, coincidindo com as celebrações católicas dos dias de Todos os Santos (01) e Finados (02).
A festividade mexicana é declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Conheça um pouco dos símbolos dessa tradição, cuja origem remonta há mais de 3000 anos

Caveira: vida, morte e sátira

As ‘caveiras mexicanas’ que tanto vemos por aí (hoje é moda estampando tudo que é objeto – quem nunca viu uma linda camiseta com elas?) têm origem na festividade.
Em algumas culturas pré-hispânicas as celebrações no dia dos mortos remontam há mais de 3000 anos. Eram festas dedicadas às crianças e aos parentes mortos, presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a ‘Dama de la Muerte’ (dama da morte), atualmente relacionada com a personagem ‘La Catrina’, do pintor, ilustrador e cartunista mexicano, José Guadalupe Posada (1852-1913).
As caveiras do artista são cheias de vida. Vestidas de gala, à cavalo, em bicicletas etc, além de belas ilustrações também carregavam em si mensagem sociais e políticas.
A ‘La Catrina’, por exemplo, é uma sátira dos indígenas que, enriquecidos durante o Porfiriato (período no qual o México esteve no controle do general Porfírio Díaz) renegavam suas origens e costumes copiando modas européias.
'La Catrina' de José Guadalupe Posada / Foto: Wikimedia
Originalmente chamada de La Calavera Garbancera, La Catrina foi rebatizada assim pelo pintor mexicano Diego Rivera (1886 – 1957).
'Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central', mural de Diego Rivera o retrata como criança, ao lado da esposa Frida Khalo e de Posada, "pai" de 'La Catrina' - Foto: Wikimedia
Além da ‘caveira mãe’, as festividades contam com outras caveirinhas, que estão em ilustrações, artesanatos cerâmicos e até em forma de doce (de açúcar puro, chocolate etc). Há também as Caveiras literárias, versos bem humorados nos quais a morte (personificada) interage (muitas vezes satirizando) com personagens da vida real.

Outros símbolos

Calaveras de dulce - A maioria das caveiras doces (geralmente as de açúcar) tem escrito o nome do morto. Os mais bem humorados também escrevem nome de vivos (para fazer piadinha com os amigos, por exemplo).
Calaveras de azúcar / Foto: Divulgação VisitMexico.com
Flores - Assim como no Brasil, no México as famílias dedicam o 02 de novembro para limpar e enfeitar os túmulos dos parentes que se foram. As mais belas e variadas flores fazem parte da decoração e tanto lá como aqui, o Crisântemo tem destaque. Os mexicanos acreditam que essa flor, lá chamada de Cempasúchitl ou Flor de cuatrocientos pélalos (flor de quatrocentas pétalas), atrai e guia a alma dos mortos..
Altar enfeitado com Crisântemos, flor que, para os mexicanos "atrai e guia" os mortos / Foto: Divulgação VisitMichoacan.com
Pan de muertos – é um pão doce, adornado (com a própria massa) polvilhado de açúcar. Apesar de ser um simples pão, não é consumido durante todo o ano exatamente por estar associado à celebração do Día de Muertos.
Pan de Muertos / Foto: Wikimedia
Altares e oferendas - por lá, acredita-se que a alma das crianças volte no dia 01 de novembro e que a dos adultos volte no dia 02.
Na impossibilidade de se visitar o túmulo (porque ele já não mais existe, ou pela distância ou outro empecilho) as famílias montam em suas próprias casas, altares bem enfeitados, inclusive com foto(s) do(s) morto(s) e ali deixam oferendas como comida, o pan de muerto, bebidas, cigarros e brinquedos (para a alma das crianças).
Na decoração dos altares, cheia de simbolismo há desenhos do que seria o purgatório (os quais servem para pedir que o defunto saia de lá, caso por ali esteja); a Cruz de terra para que o defunto lembre de sua fé (católica) em alusão à frase “Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar”, bastante proferida nas missas de Quarta-feira de Cinzas (daí as cinzas); o papel picado, típico artesanato mexicano (parece rendado) e variados doces de abóbora (importante alimento do país, ao lado do milho, do feijão e do chile); além de imagens católicas.

Balões “guiam os espíritos”

Além de várias atividades para comemorar o dia dos mortos por todo o país, Paracho, no Estado de Michoacán sedia o Festival de Globos de Cantoya, em sua primeira edição internacional.
Na tradição mexicana, os balões iluminados soem ao céu para indicar aos espíritos a rota a se seguir para conseguirem chegar às suas antigas casas para o convívio de seus familiares, bem como mostrar-lhes o caminho de retorno, após a celebração.
Na tradição, os balões iluminados guiam os espíritos / Foto: Divulgação VisitMexico.com

Economia local

Secretário de Turismo da Cidade do México anuncia atividades do Día de Muertos ao lado de mexicanas vestidas de 'La Catrina' / Foto: SECTURDF
De acordo com Carlos Mackinlay, secretário de Turismo da Cidade do México, a celebração atrai os olhares de milhões de pessoas anualmente por conta da tradição milenar e da originalidade. “No aspecto turístico, é uma das atrações mais esperadas durante todo o ano, se tornou motivo de viagem ao país e à capital mexicana com diferente objetivos”, de estudos antropológicos e históricos, à passeios culturais ou simples                                                                                                    diversão. 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Vontando a Ativa ! Cuba Um Distrito Brasileiro??

Bem Vindos a 2014 Voltamos a Ativa,Em Breve Muito Mais ! 

A médica cubana Ramona Matos Rodriguez entrou hoje (14) com reclamação trabalhista na Justiça do Pará contra o Programa Mais Médicos do governo federal. Ramona pede indenização de R$ 149 mil em direitos trabalhistas e danos morais. Ela trabalhava em Pacajá (PA) e decidiu abandonar o programa dizendo ter sido enganada pelo governo de Cuba.

Na reclamação, a médica cobra direitos comuns aos trabalhadores brasileiros, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias, 13º salário, assinatura da Carteira de Trabalho e pagamento das diferenças salariais em relação aos profissionais brasileiros que atuam no Mais Médicos, que recebem bolsa de R$ 10 mil. A defesa pediu também a anulação do contrato de trabalho da médica cubana e a suspensão dos repasses da União ao governo de Cuba relacionados a ela.
“O salário efetivamente recebido, cerca de US$ 400,00 (quatrocentos dólares americanos), que equivalem ao valor aproximado de R$ 968,00 (novecentos e sessenta e oito reais) é insuficiente para as necessidades da reclamante e muito abaixo da média salarial percebida pelos profissionais da medicina residentes no Brasil, bem como dos intercambistas oriundos de outros países”, afirmou a defesa.
Os médicos cubanos trabalham no Brasil em regime diferente dos que se inscreveram individualmente no Mais Médicos. O Ministério da Saúde firmou acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para que a entidade buscasse parcerias para a vinda de médicos ao país. No acordo, os repasses financeiros são feitos do Ministério da Saúde para a Opas e da Opas para o governo cubano, que paga os médicos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nazismo Origem da Suástica

Não se sabe exatamente qual foi o povo que usou esse sinal pela primeira vez, mas é certo que ele tem origem muito antiga, de pelo menos 5 mil anos. A palavra em si vem do sânscrito svastika, que significa "condutora do bem-estar". Conhecida como símbolo de boa sorte pela maioria das culturas, a suástica ornamentava as moedas da Mesopotâmia 3 mil anos antes de Cristo e também aparecia na arte de povos como os bizantinos e os primeiros cristãos. Os índios maias, da América Central, e os navajos, da América do Norte, também a retrataram - e ainda hoje ela continua a ser usada como símbolo de fortuna pelos hindus. Existem dois tipos de suástica: uma com os braços virados em sentido horário, outra voltada para o sentido oposto. Essa última, tida como noturna, seria usada em rituais de magia negra. A primeira - considerada um símbolo solar e, portanto, diurno - é a da boa sorte.
Quando foi fundado o Partido Nacional-Socialista alemão, em 1920, a suástica solar foi adotada como seu emblema principal por sugestão do poeta Guido von List. Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, o símbolo foi oficialmente aposentado, mas continua sendo usado por grupos neo-nazistas.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Principais Acontecimentos do Oriente Médio (1974-2013)

 Acordo de Camp David

Intifada

Como Arafat insistia em negociar uma solução para a Questão Palestina, houve uma dissidência dentro da Organização para a Libertação da Palestina e, em maio de 1983, as forças leais a Arafat começaram a enfrentar rebeldes chefiados por Abu Mussa.
Arafat, por sua vez, firmou novas alianças com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, e com o Rei Hussein, da Jordânia, e se reelegeu presidente da OLP no ano seguinte.Em 1985, Yasser e Hussein fizeram uma oferta de paz a Israel, em troca de sua retirada dos territórios ocupados. Os judeus, além de rejeitarem a proposta, mantiveram o exército naquelas regiões.
Em 1987 explodiu uma rebelião popular em Gaza, cujo estopim foi o atropelamento e morte de quatro palestinos por um caminhão do exército israelense. Adolescentes, munidos de paus e pedras, enfrentaram, nas ruas, os soldados israelenses e o levante se alastrou. A repressão israelense foi brutal. Os soldados combatiam os paus e pedras com bombas de gás, tanques e balas de borracha.
Os resultados da Intifada foram vários espancamentos, detenções em massa e deportações. A ação judaica foi condenada pelo Conselho de Segurança da ONU, o que influenciou a opinião pública mundial a favor da OLP.
Como resultado da Intifada, as facções da OLP se uniram na intenção de criar um Estado palestino e, em novembro de 1988, o Conselho Nacional Palestino proclamou o Estado Independente da Palestina, ao mesmo tempo em que aceitava a existência de Israel. Além disso, o Conselho declarou sua rejeição ao terrorismo e pediu uma solução pacífica para o problema dos refugiados, aceitando, também, participar de uma conferência internacional de paz.

Guerra do Líbano
O território do Líbano viveu uma guerra civil a partir de 1958, causada pela disputa de poder entre grupos religiosos do país: os cristãos maronitas, os sunitas (muçulmanos que acreditam que o chefe de Estado deve ser eleito pelos representantes do Islã, são mais flexíveis que os xiitas), drusos, xiitas e cristãos ortodoxos. O poder, no Líbano, era estratificado. Os cargos de chefia eram ocupados pelos cristãos maronitas, o primeiro ministro era sunita e os cargos inferiores ficavam com os drusos, xiitas e ortodoxos. No entanto, os sucessivos conflitos na Palestina fizeram com que um grande número de palestinos se refugiasse no Líbano, descontrolando o modelo de poder adotado, já que os muçulmanos passaram a constituir a maioria no Líbano. A Síria rompeu sua aliança com a OLP e resolveu intervir no conflito ao lado dos cristãos maronitas. Durante a ocupação israelense aconteceram os massacres de Sabra e Chatila. Foi com o apoio norte-americano que o cristão maronita Amin Gemayel chegou ao poder em 1982.
Revoltados com a presença das tropas norte-americanas na região, o quartel-general da Marinha americana foi atacado em outubro de 1983 e causou a morte de 241 fuzileiros. O atentado e a pressão internacional fizeram com que os Estados Unidos retirassem suas tropas do Líbano em fevereiro de 1984. As tropas israelenses também foram retiradas do Líbano, o que enfraqueceu os cristãos.
Os drusos se aproveitaram desta situação, dominaram a região do Chuf, a leste de Beirute, e expulsaram as comunidades maronitas entre 1984 e 1985. De outro lado, o sírio Hafez Assad e seus partidários libaneses detonaram uma onda de atentados a bairros cristãos e tentavam assassinar os auxiliares do presidente Amin Gemayel, que resistiu e permaneceu no poder até 1988.
Desde então, o Líbano está tentando reconstruir sua economia e suas cidades. O país é tutelado pela Síria.
Conflito Irã Iraque
Começa em setembro de 1980 com a invasão do Irã e a destruição de Khorramshar, onde fica a refinaria de Abadã, por tropas iraquianas. O pretexto é o repúdio, pelo governo iraquiano, ao Acordo de Argel (1975), que define os limites dos dois países no Chatt-el-Arab, canal de acesso do Iraque ao golfo Pérsico.
O Iraque quer soberania completa sobre o canal e teme que o Irã sob Khomeini tente bloquear o transporte do petróleo iraquiano ao golfo Pérsico pelo canal. Khomeini havia sido expulso do Iraque em 1978, a pedido do xá Reza Pahlevi, e o presidente iraquiano, Saddam Hussein, dera apoio aos movimentos contra-revolucionários de Baktiar e do general Oveissi.
O novo regime iraniano apóia o separatismo dos curdos no norte do Iraque e convoca os xiitas iraquianos a rebelarem-se contra o governo sunita de Saddam. O Irã bloqueia o porto de Basra e ocupa a ilha de Majnun, no pântano de Hoelza, onde estão os principais poços petrolíferos do Iraque. Este bombardeia navios petroleiros no golfo, usa armas químicas proibidas e ataca alvos civis. Há pouco avanço nas frentes de luta, mas o conflito deixa 1 milhão de mortos ao terminar em 1988.

Guerra do Golfo

Conflito militar ocorrido inicialmente entre o Kuwait e o Iraque de 2 de agosto de 1990 a 27 de fevereiro de 1991, que acaba por envolver outros países. A crise começa quando o Iraque, liderado pelo presidente Saddam Hussein (1937-), invade o Kuwait. Como pretexto, o líder iraquiano acusa o Kuwait de provocar a baixa no preço do petróleo ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hussein exige que o Kuwait perdoe a dívida de US$ 10 bilhões contraída pelo Iraque durante a guerra com o Irã (1980) e também cobra indenização de US$ 2,4 bilhões, alegando que os kuweitianos extraíram petróleo de campos iraquianos na região fronteiriça de Rumaila. Estão ainda em jogo antigas questões de limites, como o controle dos portos de Bubiyan e Uarba, que dariam ao Iraque novo acesso ao Golfo Pérsico.
A invasão acontece apesar das tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe. As reações internacionais são imediatas. O Kuwait é grande produtor de petróleo e país estratégico para as economias industrializadas na região. Em 6 de agosto, a ONU impõe um boicote econômico ao Iraque. No dia 28, Hussein proclama a anexação do Kuwait como sua 19ª província. Aumenta a pressão norte-americana para a ONU autorizar o uso de força. Hussein tenta em vão unir os árabes em torno de sua causa ao vincular a retirada de tropas do Kuwait à criação de um Estado palestino. A Arábia Saudita torna-se base temporária para as forças dos EUA, do Reino Unido, da França, do Egito, da Síria e de países que formam a coalizão anti-Hussein. Fracassam as tentativas de solução diplomática, e, em 29 de novembro, a ONU autoriza o ataque contra o Iraque, caso seu Exército não se retire do Kuwait até 15 de janeiro de 1991. Em 16 de janeiro, as forças coligadas de 28 países liderados pelos EUA dão início ao bombardeio aéreo de Bagdá, que se rende em 27 de fevereiro. Como parte do acordo de cessar-fogo, o Iraque permite a inspeção de suas instalações nucleares.
Conseqüências – O número estimado de mortos durante a guerra é de 100 mil soldados e 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão. Após a rendição, o Iraque enfrenta problemas internos, como a rebelião dos curdos ao norte, dos xiitas ao sul e de facções rivais do partido oficial na capital. O Kuwait perde US$ 8,5 bilhões com a queda da produção petrolífera. Os poços de petróleo incendiados pelas tropas iraquianas em retirada do Kuwait e o óleo jogado no golfo provocam um grande desastre ambiental.
Tecnologia na guerra – A Guerra do Golfo introduz recursos tecnológicos sofisticados, tanto no campo bélico como em seu acompanhamento pelo resto do planeta. A TV transmite o ataque a Bagdá ao vivo, e informações instantâneas sobre o desenrolar da guerra espalham-se por todo o mundo. A propaganda norte-americana anuncia o emprego de ataques cirúrgicos, que conseguiriam acertar o alvo militar sem causar danos a civis próximos. Tanques e outros veículos blindados têm visores que enxergam no escuro graças a detectores de radiação infravermelha ou a sensores capazes de ampliar a luz das estrelas. Mas o maior destaque é o avião norte-americano F-117, o caça invisível, projetado para minimizar sua detecção pelo radar inimigo.

Momento jornalístico dos conflitos no Oriente Médio

1.ª Guerra Árabe-Israelense (1948-49) – Exércitos de cinco países árabes atacam Israel, que resiste e no final do conflito tem sob seu controle 70% da antiga Palestina britânica. A Jordânia ocupa a Cisjordânia e o setor oriental (árabe) de Jerusalém, controlando o acesso aos santuários da Cidade Velha. O Egito ocupa a Faixa de Gaza. Um milhão de palestinos se refugiaram em países árabes vizinhos.
Guerra dos 6 Dias (1967) – Diante de sinais repetidos de uma invasão sendo preparada no Egito, Síria e Jordânia, Israel lança um contra-ataque preventivo. Uma semana depois, conquista a Cisjordânia e Gaza e ainda ocupa as colinas de Golan (Síria) a Península do Sinai (Egito) até a margem do Canal de Suez. Jerusalém é unificada sob domínio israelense e depois anexada e proclamada capital "eterna e indivisível" de Israel, sob protestos internacionais. Com a derrota árabe, o líder guerrilheiro Yasser Arafat, do movimento Al-Fatah, assume o comando da OLP.
Guerra do Yom Kippur (1973) – No dia mais sagrado do calendário judaico, Síria e Egito atacam Israel, recuperando numa ofensiva fulminante os territórios que perderam em 67. A contra-ofensiva israelense restabelece a situação anterior.
Camp David - Em 78, Egito e Israel assinam em Camp David, nos EUA, um acordo de paz que permite a devolução do Sinai e inclui um plano de concessão de autonomia para os palestinos na Cisjordânia e Gaza sob ocupação israelense.
Invasão do Líbano (1982) – Determinado a afastar de sua fronteira norte os guerrilheiros palestinos que atacam do sul do Líbano, Israel invade o país vizinho e ocupa a capital, Beirute, forçando a retirada do comando da OLP para a Tunísia. Israel retira as tropas em 85 mas mantém uma faixa do sul do Líbano ocupada até maio de 2000.
Intifada (1987-93) – Uma rebelião explode na Cisjordânia e Gaza e jovens palestinos enfrentam diariamente (com pedras) as tropas israelenses. Centenas são mortos e a violência só arrefece depois da derrota do Iraque (apoiado pelos palestinos) na Guerra do Golfo (1991).

                                      http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/